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Roteiro da semana

Exposições

Em cartaz

 

Por Nathalia Lavigne

09.07.2008

 

ALEXANDRE DA CUNHA. O artista carioca radicado em Londres apresenta duas séries inéditas. Em Public Sculptures, Cunha usa manilhas de concreto e espuma de colchão em esculturas que aludem a monumentos públicos. Já em Haute Couture, ele retoma sua pesquisa com objetos domésticos e expõe uma coleção de panos de prato bordados com logotipos famosos. US$ 5.000,00 a US$ 20.000,00. Galeria Luisa Strina. Rua Oscar Freire, 502, Jardim Paulista, 3088-2471. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 17h. Até 2 de agosto. Fecha na quarta (9).

ANA KESSELRING. Em Corpotopias, imagens de corpos humanos e de animais surgem em diversos tons de vermelho. Livros de anatomia serviram de referência para as trinta gravuras e desenhos da individual. Para imprimir as obras, a artista paulistana também usou um tipo de papel artesanal feito no Nepal. R$ 400,00 a R$ 1.800,00. Galeria Gravura Brasileira. Rua Doutor Franco da Rocha, 61, Perdizes, 3624-0301 e 3624-9193. Segunda a sexta, 10h às 18h; sábado, 10h às 14h. Até 2 de agosto. Fecha na quarta (9).

ARTE BRASIL JAPÃO – MODERNO E ATUAL. Composta de 124 obras, a coletiva resume setenta anos de convívio dos artistas japoneses e seus descendentes no Brasil. A seleção começa na década de 30, com o grupo Seibi, criado para incentivar a produção artística dos imigrantes. São dessa época as telas de Shigeto Tanaka, Yoshiya Takaoka e Tomoo Handa. No núcleo dedicado aos anos 50 e 60 estão pinturas abstratas de nomes mais conhecidos do público, como Manabu Mabe e Tomie Ohtake. Duas instalações de Yoko Ono roubam a atenção logo na entrada da mostra. Morning Beams, feita de cordas presas ao teto, e Riverbed, que revela um caminho de pedras sobre o chão do museu, foram doadas à instituição pela própria artista neste ano de celebração do centenário da imigração japonesa. MAC-USP. Rua da Reitoria, 160, Cidade Universitária, 3091-3039. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, 10h às 16h. Grátis. Até 7 de setembro.

ARTE CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA – DOAÇÃO CREDIT SUISSE. A mostra apresenta quinze obras de dez artistas brasileiros que acabam de ser incorporados ao acervo da Pinacoteca do Estado. Entre os trabalhos adquiridos pelo museu estão uma colagem de Beatriz Milhazes, uma instalação de Carmela Gross e uma pintura de Caetano de Almeida. Estação Pinacoteca. Largo General Osório, 66, Luz, 3337-0185, Metrô Luz. Terça a domingo e feriados, 10h às 18h. R$ 4,00. Grátis aos sábados. Até 17 de agosto.

ARTURO HERRERA. Na individual, o artista venezuelano exibe quatro colagens inéditas, parte de uma nova série em que investe em grandes formatos sobre papel. Herrera intercala nos trabalhos imagens recortadas e intervenções com tinta acrílica e grafite. Cores exuberantes permeiam o conjunto. Vivendo e trabalhando atualmente em Berlim, ele possui uma produção pontuada por referências pop e desenvolvida nos mais variados suportes – da fotografia e colagem à pintura e escultura. O tríptico Come SP, em tons de laranja, destaca-se com uma pesquisa profunda que leva ao limite as possibilidades formais das técnicas. Preços não fornecidos. Galeria Fortes Vilaça. Rua Fradique Coutinho, 1500, Vila Madalena, 3032-7066. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 17h. Até sábado (12). Fecha na quarta (9).

CERITH WYN EVANS E CARLOS BEVILACQUA. Revelado em meio à geração inglesa chamada de Young British Artists, nos anos 90, Cerith Wyn Evans expõe quatro obras que exploram a relação entre as artes plásticas e a música, o cinema e a literatura, misturando referências de cada uma das áreas. São esculturas de neon, uma composta de cinco colunas em forma de cilindro e a outra de um painel com letras luminosas reproduzindo um trecho de fotonovela criada em 1962 pelo cineasta francês Chris Marker. Intervenção sonora e projeção de uma fotografia em preto-e-branco completam o conjunto. Evans participou da Bienal de Veneza em 1995 e 2003 e da Documenta de Kassel de 2002. Módulos Eternos é o título da mostra do carioca Carlos Bevilacqua, na segunda sala do galpão. As sete esculturas de PVC pintadas com cores fortes lembram notas musicais e, juntas, formam uma instalação semelhante a uma partitura. As peças estão penduradas no teto ou equilibradas por cabos de aço entre as paredes. Preços não fornecidos. Galpão Fortes Vilaça. Rua James Holland, 171, Barra Funda, 3392-3942. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 17h. Até sábado (12). Fecha na quarta (9).

CLAUDIO MUBARAC. Tendo em Evandro Carlos Jardim padrinho e mestre, Mubarac firmou-se como um dos gravadores de carreira mais sólida entre os nomes de sua geração. Paulista de Rio Claro, nascido em 1959, o artista traça uma trajetória bem ligada à vida pessoal. Foi em 1989, logo depois de sofrer um acidente de carro, que ele passou a usar chapas de raio X em sua produção. Na nova individual, Idéias de Fabricação: Pequeno Atlas, as radiografias continuam presentes nas 103 gravuras exibidas, mas perderam parte de sua atmosfera soturna. Ao lado de figuras como corpos nus e luas em diferentes fases, as peças esbarram em sentimentos de prazer e renovação. Um provável motivo: seu filho Martim, de 1 ano, que corre pelo ateliê em Higienópolis. Instituto Moreira Salles. Rua Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis, 3825-2560. Terça a sexta, 13h às 19h; sábado, domingo e feriados, 13h às 18h. Grátis. Até 27 de julho.

AS COLEÇÕES DO MUSEU NACIONAL DO AZULEJO DE LISBOA. Usado em Portugal desde o século XVI, o azulejo extrapolou a função decorativa para assumir um lugar junto à arquitetura e à arte do país. Se no início as peças guardavam forte ligação com a cultura árabe presente na Península Ibérica, aos poucos os motivos islâmicos foram substituí-dos por temas mais próximos da estética e do cotidiano português. Nas paredes das igrejas surgiram painéis de cenas religiosas; nos corredores dos palácios, imagens dos novos mundos conquistados. Entre 1700 e 1725, curto período conhecido como Ciclo dos Mestres, o pintor de azulejo foi alçado definitivamente à categoria de artista, passando inclusive a assinar suas criações. A mostra percorre todo esse caminho até chegar à produção contemporânea, por meio de 141 murais e faianças pertencentes ao Museu Nacional do Azulejo de Lisboa. Centro Cultural Fiesp – Galeria de Arte do Sesi. Avenida Paulista, 1313, 3146-7405, Metrô Trianon-Masp. Segunda, 11h às 20h; terça a sábado e feriado, 10h às 20h; domingo, 10h às 19h. Grátis. Até 20 de julho.

DESENHOS ESPANHÓIS DO SÉCULO XX – COLEÇÃO FUNDAÇÃO MAPFRE. Vindas da instituição sediada em Madri, as 82 obras-primas assinadas por estrelas da ordem de Picasso, Dalí, Tàpies, Picabia e Miró estão muito bem distribuídas pelo museu. Por mais natural que seja procurar em meio às imagens pistas do processo criativo que levou um Picasso a produzir Guernica, por exemplo, há nas peças um tom pessoal surpreendente. Com um lápis na mão e gestos simples, sem a necessidade de tantos preparativos, os artistas riscaram confidências e revelaram facetas por vezes escondidas nas obras mais elaboradas. Além do francês Francis Picabia e dos uruguaios Joaquín Torres-García e Rafael Barradas, a ucraniana radicada na França Sonia Delaunay (1885- 1979) compõe o time de artistas não espanhóis incluídos na mostra. Masp. Avenida Paulista, 1578, 3251-5644, Metrô Trianon-Masp. Terça, quarta e sexta a domingo e feriados, 11h às 18h; quinta, 11h às 20h. R$ 15,00 e R$ 7,00 (meia-entrada). A bilheteria fecha uma hora antes. Grátis para menores de 10 anos, pessoas com mais de 60 e grupos de estudantes de escolas públicas agendados. Até 27 de julho.

EMOÇÃO ART.FICIAL 4.0 – EMERGÊNCIA! Em sua quarta edição, a bienal de arte e tecnologia não só está incorporada ao calendário da cidade como é a principal vitrine da produção artística em novas mídias no Brasil. Selecionadas por Marcos Cuzziol e Guilherme Kujawski, todas as dezesseis obras vindas de onze países, entre eles México, Áustria, Bélgica, Coréia e França, tratam de alguma forma dos imprevistos que a interação com o público pode gerar. Em nome do inesperado, a paulistana Vivian Caccuri transforma peixes em DJs (!). Colocadas em um aquário, quatro carpas têm seus movimentos controlados por softwares e assim determinam, em tempo real, a trilha sonora ambiente e a música dos aparelhos de mp3 dos visitantes. Outra promessa de sucesso na coletiva, os quatro robôs do inglês Ruairi Glynn identificam as expressões faciais de seus interlocutores e emitem fachos de luz em resposta às reações captadas. Itaú Cultural. Avenida Paulista, 149, 2168-1776, Metrô Brigadeiro. Terça a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, 10h às 19h. Grátis. Até 14 de setembro.

GERALD LAING. Para marcar a importância da cultura pop na formação dos artistas atuais, a galeria apresenta dez obras do inglês Gerald Laing, um dos nomes mais importantes do movimento da década de 60 na Inglaterra. Vista pela primeira vez no Brasil, a série de monotipias feita em 2006 traz cores fortes e muitas citações a marcas de produtos industrializados, reforçando o espírito da geração que pregou a derrubada das barreiras entre a arte e o cotidiano. R$ 6.000,00 a R$ 8.000,00. Galeria Choque Cultural. Rua João Moura, 997, Pinheiros, 3061-4051. Segunda a sábado, 12h às 19h. Até 16 de agosto. Fecha na quarta (9).

HAN YAJUAN, LI LI E WANG KE. Elas não chegaram aos 30 anos e representam a chamada Geração Cartoon, surgida na China na década de 90. Dedicadas a pinturas coloridas e em grandes dimensões, as meninas vêm se destacando no cenário da arte internacional com temas lúdicos e figuras simplificadas, muitas vezes fora de proporção. Enquanto as charmosas bonequinhas criadas por Han Yajuan desfilam acessórios Dior e bolsas Louis Vuitton, as personagens de cabeças enormes feitas por Wang Ke têm um ar mais introspectivo. Uma dose de violência, embora encharcada de bom humor, aparece nas telas de Li Li. É dela o panda preso na gaiola de bambu, com uma carinha pouco meiga. US$ 9.500,00 a US$ 40 000,00. Galeria Thomas Cohn. Avenida Europa, 641, Jardim Europa, 3083-3355. Terça a sexta, 11h às 19h; sábado, 11h às 18h. Até sábado (12). Fecha na quarta (9).

JOSÉ RUFINO. Desde o início da carreira, nos anos 80, o artista paraibano se debruça sobre a história da própria família. A figura do avô paterno, um legítimo senhor de engenho, o fascina tanto que José Rufino, nascido José Augusto Costa de Almeida, adotou o nome dele. Intitulada Quimeras, a individual soma duas instalações, uma escultura e 51 desenhos criados a partir da década de 90. Móveis tirados das casas de familiares, como a velha cadeira de onde saem galhos, estão entre as matérias-primas do conjunto, de forte carga emocional. Galeria Virgílio. R$ 1.200,00 a R$ 100.000,00. Rua Dou-tor Virgílio de Carvalho Pinto, 426, Pinheiros, 3062- 9446. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 17h. Até 25 de julho. Fecha na quarta (9).

LAÇOS DO OLHAR. Em contato com a caligrafia e a cerâmica típicas do Japão, nossos parâmetros estéticos contaminaram-se de um jeito sutil – e definitivo. Foram essas associações menos óbvias que estruturaram a coletiva montada pelo curador Paulo Herkenhoff. Não espere, portanto, por escolhas literais. Nas 498 peças, entre fotografias, pinturas, gravuras, desenhos e esculturas, o que interessa são as marcas quase escondidas da terra do sol nascente por aqui. E vice-versa. A mostra, com 115 artistas, parte de exemplares da coleção particular do imperador Pedro II e chega a ícones da produção atual. Há obras de nomes consagrados, como Anita Malfatti, Adriana Varejão, Wesley Duke Lee e Takashi Murakami. Este último é adorado inclusive por fashionistas: ele assina estampas para a grife francesa Louis Vuitton-. Instituto Tomie Ohtake. Rua Coropés, 88, Pinheiros, 2245-1900. Terça a domingo e feriados, 11h às 20h. Grátis. Até 10 de agosto.

LEONILSON. Os espaços em branco predominam nos trinta desenhos do artista cearense. O curador Cadu Riccioppo evitou os excessos de elementos, comuns na obra Leonilson (1957-1993), mas não as influências autobiográficas. São elas que prevalecem entre as referências ao homem contemporâneo e ao papel do artista priorizados na seleção. Produzidos já no fim, alguns dos desenhos revelam um lado ainda mais melancólico do artista, como em Oceano Aceita-me, de 1991. Também em cartaz no endereço: Alexis Iglesias (pinturas e desenhos), Edith Derdyk (instalação com papéis empilhados), Fernando Lindote (desenho no espaço feito com fita isolante) e Sofia Borges (fotografias). Centro Universitário Maria Antônia. Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque, 3255-5538. Terça a sexta, 12h às 21h; sábado, domingo e feriados, 10h às 18h. Grátis. Até 24 de agosto.

LUIS GORDILLO E MANOLO QUEJIDO. Os artistas plásticos Luis Gordillo e Manolo Quejido, ambos de Sevilha, são donos de trajetórias singulares no contexto espanhol. No caso de Gordillo, nascido em 1934, o interesse pela psicanálise permeia a produção. Suas 33 pinturas, desenhos e fotomontagens ilustram bem a insistência em determinados assuntos, como as cabeças que dominaram seu trabalho nos anos 60. De uma geração posterior, Quejido traçou um caminho mais ligado à filosofia. Os 58 trabalhos expostos agora esbanjam sentido político, sem abrir mão de uma apurada pesquisa pictórica. Masp. Avenida Paulista, 1578, 3251-5644, Metrô Trianon-Masp. Terça, quarta e sexta a domingo, 11h às 18h; quinta, 11h às 20h. R$ 15,00 e R$ 7,00 (meia-entrada). A bilheteria fecha uma hora antes. Grátis para menores de 10 anos, pessoas com mais de 60 e grupos de estudantes de escolas públicas agendados. Até 15 de julho.

LUSA: A MATRIZ PORTUGUESA. Depois de uma temporada no Rio de Janeiro, a mostra aporta na cidade em uma versão mais enxuta. Parte das comemorações em torno dos 200 anos da chegada da família real ao Brasil, reúne 107 peças, entre objetos de pedra, mármore, cerâmica e ouro, pinturas, esculturas, achados arqueológicos e mapas. Vindas de 28 instituições portuguesas, as obras cobrem um longo período de nossa ex-metrópole. A seleção começa na pré-história, aborda as presenças cristã, judaica e árabe, e termina na passagem do século XV para o XVI, época das grandes navegações, quando Portugal era uma potência dos mares. Entre os itens que jamais haviam cruzado o Atlântico está o guerreiro celta de granito com 2 metros de altura, produzido no século IV ou III a.C. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112, centro, 3113-3651, Metrô Sé. Terça a domingo e feriados, 10h às 20h. Grátis. Estac. na Rua Boa Vista, 280 (R$ 10,00 por quatro horas, de ter. a sáb.). Até 7 de setembro.

MARINA ABRAMOVIC. Com o nome de Transitory Object for Human Use, a individual da artista sérvia, hoje radicada nos Estados Unidos, traz dez obras criadas com o intuito de proporcionar uma experiência sensorial ao público. As instalações, feitas de algodão, alumínio, néon, flores desidratadas e pedras preciosas, são acompanhadas de instruções para os visitantes, que podem tocá-las. Marina Abramovic é considerada uma das precursoras das performances no mundo. A partir de US$ 30.000,00. Galeria Brito Cimino. Rua Gomes de Carvalho, 842, Vila Olímpia, 3842-0635. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 17h. Até 2 de agosto.

MÃO DUPLA. Antes de entrar no Sesc Pinheiros, pare na calçada e olhe para cima: a instalação de Eduardo Srur recebe o visitante com suas barracas de camping presas do lado de fora das janelas. Já no interior do prédio, os gigantescos bilboquês de madeira criados por Julio Villani chamam a atenção. Eles ficam ao lado de um painel enfeitado de flores brancas. Basta se aproximar dele para perceber que as pétalas escolhidas por Lia Menna Barreto são, na verdade, ratos de plástico, daqueles vendidos em bancas de camelôs como brinquedo. A coletiva segue com mais dezoito nomes reconhecidos, caso de Raul Mourão, Marcos Chaves e Lucia Koch. Sesc Pinheiros. Rua Paes Leme, 195, Pinheiros, 3095-9400. Terça a sexta, 11h às 21h30; sábado, domingo e feriados, 10h às 18h30. Grátis. Até 13 de julho.

NAVIO DE EMIGRANTES A mostra contextualiza a época em que Lasar Segall produziu a emblemática tela Navio de Emigrantes, entre 1939 e 1941. Além da própria obra, estão documentos, fotografias, desenhos e gravuras da série Emigrantes, como Marinheiro e Chaminé, feitos pelo artista lituano quando deixou a Europa e aportou no Brasil. Museu Lasar Segall. Rua Berta 111, Vila Mariana 5574-7322, Metrô Santa Cruz. Terça a sábado, 14h às 19h; domingo e feriados; 14h às 18h. Grátis. Até 29 de janeiro.

NINA PANDOLFO. A jovem artista paulistana começou a grafitar nas ruas da cidade em 1992 e, hoje, integra o grupo que colocou o grafite dentro de museus e galerias. A mostra Aos Nossos Olhos reúne quatro esculturas de resina, látex vulcanizado e tecido, e sete telas em grandes formatos, com aplicações de cristais Swarovski e peças de crochê. Dois temas permeiam todas as obras: a natureza e a infância. Suas personagens, bem características, exibem olhos grandes, em um misto de pureza e malícia. No mesmo período, a argentina Agustina Nuñez assina uma intervenção em um dos muros da galeria. US$ 8 000,00 a US$ 10 000,00. Galeria Leme. Rua Agostinho Cantu, 88, Butantã, 3814-8184. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 17h. Até 2 de agosto. Fecha na quarta (9).

NIPO-BRASILEIROS NO ACERVO DA PINACOTECA. Escolhidas para compor um panorama da produção de artistas japoneses e seus descendentes, as cinqüenta obras pontuam as colaborações desse grupo na história da arte brasileira a partir da década de 30. O passeio começa com telas de Yoshiya Takaoka e Tomoo Handa. Eles integraram a Seibi-kai, a primeira organização fundada a fim de acolher e fomentar o trabalho dessa comunidade no país. A curadoria segue com criações de Tomie Ohtake e Manabu Mabe, imigrantes estimulados pela Bienal de São Paulo, que movimentou nosso cenário cultural dos anos 50 em diante. Por fim, estão nomes como James Kudo e Ayao Okamoto, já nascidos aqui, mas nem por isso sem uma forte ligação com a terra dos antepassados. Também em cartaz na Pinacoteca: Expansão Múltipla (instalação com dominós de José Patrício). Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, 3324-1000, Metrô Luz. Terça a domingo e feriados, 10h às 18h. R$ 4,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Grátis aos sábados. Até domingo (13).

RELÍQUIAS E RUÍNAS. Depois de passar pelo Rio de Janeiro, a mostra chega à cidade com 31 obras de onze artistas do Brasil, Afeganistão, Alemanha, Canadá, Chile, França e Peru. Escolhidas pelo curador Alfons Hug, fotos e videoinstalações focam-se em patrimônios naturais e culturais da humanidade. Entre os convidados para integrar a seleção estão o paulista Mauro Restiffe, o alemão Julian Rosefeldt e a afegã Lidia Abdul. As peças remetem a uma reflexão. Ao menos duas perguntas permeiam todo o belo conjunto: como certos locais adquirem um significado quase mítico? E qual a função desses santuários nos dias de hoje? Sesc Avenida Paulista. Avenida Pau-lista, 119, 3179-3700, Metrô Brigadeiro. Terça a sexta, 11h às 21h; sábado, domingo e feriados, 11h às 20h. Grátis. Até domingo (13).

RUBENS CURI. Com o nome de Imativa, a individual do artista paranaense consiste em uma instalação com quinze desenhos digitais distribuídos por uma sala escura. Cadeiras, pufes e almofadas convidam o espectador a um momento de pura contemplação. Produzidas em 2006 e 2007, as imagens de figuras híbridas e um tanto esquisitas estão instaladas em caixas de luz, únicas fontes de iluminação do ambiente. Também em cartaz na Caixa Cultural: Doação da Artista ao Museu Nacional de Belas-Artes – Renina Katz – Gravuras (gravuras de Renina Katz). Caixa Cultural. Praça da Sé, 111, 3321-4400, Metrô Sé. Terça a domingo e feriados, 9h às 21h. Grátis. Até 10 de agosto.

VIAGEM NOTURNA – ARTE INDÍGENA: PRESERVAÇÃO. Leia em Veja São Paulo Recomenda e acesse uma galeria de imagens em www.vejasaopaulo.com.br. Memorial da América Latina – Galeria Marta Traba. Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664, acesso pelos portões 1 e 6, 3823-4600, Metrô Barra Funda. Terça a domingo e feriados, 9h às 18h. Grátis. Até 3 de agosto.


 
 
 
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