roteiro da semana
Veja São Paulo Recomenda
Para as crianças
Luiz Doro
Acrobacias de Felipe Oliveira e Yuliya Suslova: mergulho no fundo do mar
Circo Roda Brasil. Instalados sob uma lona armada no Memorial da América Latina, quinze artistas circenses têm uma tarefa para lá de fantástica: levar os adultos e as crianças das arquibancadas a uma aventura no fundo do mar. Esse é o tema do espetáculo Oceano, o segundo do Circo Roda Brasil, bem-sucedido projeto dos grupos teatrais Parlapatões e Pia Fraus. Da primeira montagem, Stapafúrdyo, foram preservados o dinamismo dos esquetes de palhaços e as ótimas acrobacias. Desta vez, porém, a trupe deu um belo salto no acabamento visual e na amarração da trama. Com adereços criativos e efeitos de luz, seres como a água-viva, o peixe-elétrico, uma enorme baleia e até uma sereia ganham vida e contam a história de um menino em busca de seu patinho de borracha. Para fazer a platéia perder o fôlego, há números de manobras radicais numa pista de patinação e uma versão da perna de pau equipada com potentes molas.
Estreou em 27/6/2008 (100min, com intervalo). Circo Roda Brasil (700 lugares). Memorial da América Latina. Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 (entrada pelos portões 4 e 6), Barra Funda,
3867-2398, Metrô Barra Funda. Quinta e sexta, 21h; sábado, 16h e 21h; domingo, 16h e 19h. R$ 15,00 (crianças de até 12 anos) e R$ 30,00. IR. Até 24 de agosto.
João Valério
Yuuki!!! O Pequeno Samurai. A inspiração para o primeiro espetáculo infantil do grupo ElasticaEspacial veio do conto O Pequeno Polegar, popularizado pelo francês Charles Perrault e conhecido no Japão como Issumboushi. No papel do destemido e minúsculo protagonista, o ator Bruno Kott não faz nadinha para disfarçar seu considerável 1,78 metro de altura. A brincadeira com proporções miúdas e grandes – tão necessária ao desenrolar da trama – fica a cargo da interação do personagem com as coloridas ilustrações de Patrícia Lima, projetadas num telão. Acompanhado da atriz Tarina Quelho, Kott desenha movimentos ágeis e prende a atenção da platéia mirim, acomodada em almofadas no apertadinho Teatro do Sesi Vila Leopoldina. Recursos simples, caso de um bem-feito jogo de sombras, e figurinos delicados, criados por Marina Reis, ajudam a compor o cenário de um gracioso Japão.
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Direção de Alvise Camozzi (50min). Rec. a partir de 3 anos. Estreou em 12/6/2008. Teatro do Sesi Vila Leopoldina (80 lugares). Rua Carlos Weber, 835, Vila Leopoldina,
3832-1066. Quinta e sexta, 13h30 e 15h30; sábado, 16h; domingo, 11h. Até dia 20. Grátis. Ingressos distribuídos uma hora antes. Na quinta (10) e sexta (11) não haverá a última sessão.
Exposição
Fotos divulgação
Viagem Noturna – Arte Indígena: Preservação. Inicialmente, o motivo da penumbra era só para evitar um desgaste das peças, muitas delas sensíveis à luz. Mas quem visita a mostra sem saber disso pode acreditar que se trata apenas de um ótimo recurso cênico. Nesse ambiente de iluminação reduzida, são apresentados cerca de 700 dos 1.200 itens da coleção de arte indígena pertencente ao ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira – por decisão judicial, hoje sob a guarda do Memorial da América Latina. A cenografia evoca uma floresta, com a coluna da construção de Oscar Niemeyer transformada em árvore. Dividida em onze etapas, a exposição traz indumentárias, cerâmicas e – a jóia do conjunto – adornos plumários de diversas tribos do país. O passeio por essa mata à meia-luz fica ainda mais atraente com as fotografias de Maureen Bisilliat, feitas no Xingu e exibidas em backlight.
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Memorial da América Latina – Galeria Marta Traba. Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664, acesso pelos portões 1 e 6,
3823-4600, Metrô Barra Funda. Terça a domingo e feriados, 9h às 18h. Grátis. Até 3 de agosto.
Teatro
Divulgação
Cachorro Morto. Não se trata só de um drama sobre uma pessoa especial e suas dificuldades sociais. Escrita e dirigida por Leonardo Moreira, de 26 anos, a peça constrói um hábil jogo para envolver o espectador numa história que também se rende ao suspense e à comédia. Com o revezamento de cinco atores na pele do protagonista – um portador da síndrome de Asperger, distúrbio cujos sintomas se parecem com os do autismo –, a platéia se vê diante do desafio de construir a própria imagem do personagem. O efeito encaixa-se na multiplicidade da trama do personagem, intrigado com o assassinato do cachorro da vizinha. Ao brincar de detetive, ele remonta o quebra-cabeça de sua vida e transforma seu futuro. Criativa e sem pieguices, a montagem do Sesc Avenida Paulista injeta amplitude e inteligência em um tema delicado. Mostra também a força do sangue novo da jovem equipe na hora de instigar o público.
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Estreou em 19/6/2008. Sesc Avenida Paulista – Espaço 13º Andar (50 lugares). Avenida Paulista, 119, Metrô Brigadeiro,
3179-3700.
Quinta, 20h. R$ 8,00. Bilheteria: 9h/22h (ter. a sex.) e 10h/22h (sáb. e dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Até dia 31.