Por que quero voltar a ser prefeita
Lúdico Cenografia
Ambientação do Auditório do Anhembi, por Jum Nakao: 31 shows de música e dança só nesse local
Mauricio de Sousa e Sanrio
Mônica e Hello Kitty: as duas personagens receberam o título de embaixadora de seus países
Daniel Aguilar/Reuters
Príncipe Naruhito: presença confirmada em desfile que reunirá 15 000 descendentes no Sambódromo, no dia 21
Shows
• Jazz Sinfônica convida o Grupo Mawaca
Do encontro da orquestra com o grupo étnico Mawaca surgiram versões inusitadas de canções japonesas e brasileiras. A música da cerejeira, a planta-símbolo oriental, será apresentada em ritmo de maxixe. A canção de roda Se Essa Rua Fosse Minha entrará no meio do cântico de ano-novo do Japão. O show conta com a participação do grupo de taiko (instrumento japonês de percussão) Wadaiko Shô.
Segunda (16), às 20h. Grande auditório (2 600 lugares)
• Camilo Carrara apresenta O Japão Visto Daqui
O violonista brasileiro, admirado na colônia por suas releituras de canções infantis e folclóricas japonesas, preparou um espetáculo que dá ao público a impressão de contemplar uma caixinha de música. Não apenas pela melodia, mas pelo bom trabalho de seus convidados. Enquanto a bailarina Letícia Sekito rodopia com leveza pelo palco, Shen Ribeiro assopra sua flauta de bambu e Tamie Kitahara dedilha o koto, uma espécie de harpa horizontal.
Quinta (19), às 20h. Auditório Elis Regina (850 lugares)
• Ballet Yuba
Os bailarinos não convivem apenas nos ensaios e no palco. Moram juntos na Fazenda Yuba, nos arredores do município de Mirandópolis, e têm como preceitos cultivar o solo, rezar e amar as artes. A companhia Yuba vai representar o cotidiano dos primeiros imigrantes.
Quinta (19), às 20h. Grande auditório (2 600 lugares)
• Hibiki Family
Dois irmãos sanseis (Akito e Kazuma) e uma atriz japonesa (Yuka) formam um trio exímio na arte do transformismo. Eles interpretam e dançam com a delicadeza de uma gueixa e ela sabe bancar o samurai. A tradição remonta ao teatro antigo, quando não havia mulheres no elenco.
Sexta (20), às 18h. Grande auditório (2 600 lugares)
Paulo Vitale
• Fernanda Takai
Além da bossa nova de Nara Leão, tema do álbum Onde Brilhem os Olhos Seus, a cantora vai interpretar O Barquinho em japonês, idioma de seus avós.
Domingo (22), às 20 horas. Auditório Elis Regina (850 lugares)
Concursos
• Festival Internacional de Danças Folclóricas
Todos os anos, mais de trinta grupos de dança se apresentam nesse festival. Representam as colônias grega, alemã, russa, árabe e japonesa, entre outras.
Sábado (14), às 12h40. Grande Auditório (2 600 lugares)
• Festival da Cultura de Okinawa

Terça (17), às 16h. Grande Auditório (2 600 lugares)
• Campeonato Paulista de Karaokê
Organizado desde 1995, reúne cerca de 600 cantores amadores pré-selecionados entre 4 000 inscritos nos concursos do interior. Pelo regulamento, só valem letras em japonês, ainda que sejam versões de baladas americanas.
Sábado (21) e domingo (22), das 8h às 23h. Grande Auditório (2 600 lugares)
Renata Ursaia
• Concurso Internacional de Cosplay (WCS 2008)
A mania de se vestir como personagens de quadrinhos, chamada de cosplay, representa para o Japão algo como o concurso de miss para a Venezuela. A competição é televisionada e prestigiada por políticos e celebridades. Depois que uma dupla brasileira foi campeã, em 2006, o cosplay também bombou por aqui. Neste ano, reuniu mais de 100 participantes em treze seletivas de norte a sul do país. Os trinta melhores participarão, em pares, da final nacional no Anhembi. Como prêmio, a dupla campeã viaja a Tóquio para participar do mundial, quando treze nacionalidades se encontram.
Sábado (21), às 19h. Auditório Elis Regina (850 lugares)
Workshops
Professores da escola de ilustração Japan Sunset, da Vila Mariana, vão ajudar os aspirantes a desenhar como nas histórias em quadrinhos japonesas. O traço do desenho nas revistinhas, conhecidas como mangás, inspirou os desenhos animados para TV, os animês.
De 14 a 22 de junho, de hora em hora
• Artes marciais
Numa área privilegiada do Anhembi, onde foi construído um jardim japonês, haverá um palco para apresentações ininterruptas de artes marciais, como aikidô, karatê e kenjutsu. Os interessados podem participar de aulas.
De 14 a 22 de junho, de hora em hora
• Teatro Nô
Nascido no século XIV, o teatro Nô é o mais antigo do Japão, representado por meio de poesias, danças e máscaras. Seus personagens são deuses e guerreiros. A estudiosa do assunto Ângela Nagai pretende apresentar tal arte de forma prática. Depois de uma breve exposição com fotos e vídeos, ela vai propor exercícios de improvisação.
Domingo (15), das 14h às 18h (30 lugares)
• Massagem
Quer experimentar shiatsu, reflexoterapia ou quick massage? É só escolher as técnicas e se jogar nas mãos de um discípulo de Luiza Sato, que morreu em dezembro. Oito profissionais estarão à disposição dos visitantes no evento.
Segunda (16), das 11h às 16h
Palestras
• A arte do sushi
Demonstração do sushiman paulista Jun Sakamoto.
Quarta (18) e sexta (20), às 15h
Paulo Vitale
• Hideko Honma
Nissei, ela aprendeu a trabalhar com cerâmica no Japão e adaptou a técnica às matérias-primas encontradas no Brasil. O esmalte que dá acabamento às suas peças é feito de fibra de bananeira, casca de amendoim ou de samambaia. Na palestra, Hideko vai demonstrar os movimentos das mãos que dão forma aos objetos e entrará numa discussão que sempre vem à tona durante as aulas em seu ateliê: um objeto de cerâmica é arte ou utilitário?
Quinta (19), às 18h30
• Kenzo Takada
O estilista que inseriu o Japão no mundo fashion ocidental hoje é mais conhecido como nome de perfume. Kenzo contará sua trajetória desde o primeiro trabalho em Paris, em 1970, até vender sua marca para a empresa de produtos de luxo LVMH, em 1993. Atualmente, ele trabalha com artigos para casa e vive na capital francesa.
Sexta (20), horário a ser definido
• Ângela Hirata
Consagrada no meio executivo pelo trabalho de internacionalização das sandálias Havaianas, Ângela atualmente se dedica à marca Amazon Life, cuja coleção de bolsas e mochilas usa couro vegetal e materiais reciclados. Ela vai contar sua experiência de trabalhar com produtos brasileiros no exterior.
Sexta (20), horário a ser definido
• Sonia Bibe Luyten
Ela é pesquisadora da USP e apresentou a primeira tese sobre mangás em 1989. O tema lhe rendeu convites para lecionar em universidades de Osaka, Tóquio e Tsukuba. De seus três livros que debatem cultura pop, o mais conhecido é Mangá, o Poder dos Quadrinhos Japoneses.
Sexta (20), às 19h
Exposições
• História da imigração em origami
Pequenos pedaços de papel dobrados e encaixados uns aos outros formam bonecos, animais, árvores e navios. Com eles, conta-se a saga dos japoneses que vieram para o Brasil. A curadoria é de Mari Kanegae, especialista em origami, que também organizou uma série de palestras e cursos sobre arte em papel (consultar a agenda em www.centenario2008.org.br).
• Parede de animação
A fachada do Grande Auditório será coberta por 100 cartazes de filmes e desenhos animados. É uma exposição alinhada com a estratégia do governo de fixar a imagem do Japão pop, procurando fazer o país ser lembrado, sobretudo, como exportador de cultura.
• O universo dos bonecos

• Mostra de cosplay e moda japonesa
Além das fantasias inspiradas em desenhos animados (cosplay), os visitantes poderão conferir modelitos das tribos Decorer e Gothic Lolita. A primeira é marcada por muitas cores, inclusive nos cabelos. Já as lolitas se vestem e se pintam como se fossem bonecas de porcelana européias.
Para as crianças
• Espaço da Hello Kitty
A gatinha de 34 anos terá um espaço de 1 000 metros quadrados em sua homenagem. Haverá exposição de produtos, exibição de desenhos animados, recreação infantil e o principal: a própria Hello Kitty. É só entrar na fila e tirar uma foto digital com ela diante de um cenário supermeigo.
• Exposição de robôs interativos

• Caricaturas em estilo mangá
O desenhista Fabio Shin vai fazer caricaturas do público em estilo mangá. É só encontrá-lo na seção pop.