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Fernando Moraes
Centro de Operações de Emergência da Infraero: funcionários monitoram local com ajuda de 305 câmeras
No último dia 22, por volta das 9h30, um objeto estranho desabou em um canteiro de obras do Aeroporto de Cumbica. Era um balão com 17 metros de altura. Outros cinco sobrevoavam o local naquele momento. Quinze motoqueiros, em alta velocidade, seguiam os artefatos para tentar recuperá-los. Ousados, oito deles – dois menores de idade – entraram no aeroporto para resgatar o que despencou ali. Todos foram detidos pela Polícia Militar e levados ao Distrito Policial. "Mas tivemos de liberá-los", lamenta o delegado Cristian Lanfredi, responsável pelo caso. "Apesar da obviedade da culpa, ainda não conseguimos provar que eram eles os baloeiros."
Divulgação
No Centro de Operações de Emergência da Infraero, quatro operadores do sistema de vigilância acompanham a rota dos balões detectados por 305 câmeras espalhadas pelo aeroporto e avisam a torre de controle de tráfego aéreo. Caso um deles esteja no trajeto de uma aeronave, o piloto precisa desviar ou até mesmo atrasar o pouso ou a decolagem. "A maior parte cai em áreas verdes e queima a mata", diz Samuel Silva, coordenador de prevenção de acidentes, emergência e contra-incêndios da Infraero. "Numa ocasião, em 2006, tivemos de pedir ajuda a bombeiros de fora do aeroporto para controlar um incêndio."