roteiro da semana
Veja São Paulo Recomenda
CINEMA
Fotos divulgação
Subindo o Rio Amarelo: na quinta (27), às 17h, no CineSesc
É TUDO VERDADE - FESTIVAL INTERNACIONAL DE DOCUMENTÁRIOS. A 13ª edição do evento tem início na quinta (27), ocupando a Cinemateca, o CineSesc e o Centro Cultural Banco do Brasil. No dia seguinte, estende-se a mais quatro salas da cidade. Entre os 138 títulos participantes estão dezenove documentários brasileiros inéditos, o que mostra a vitalidade de nossa produção. É o caso de Coração Vagabundo, de Fernando Andrade, sobre as andanças de Caetano Veloso pelo mundo, programado para domingo (30), às 19h, no CineSesc. Há também trabalhos dedicados aos cantores Wilson Simonal e Waldick Soriano, ao ator Paulo Gracindo e ao escritor Antonio Callado. Atrações igualmente interessantes constam da seleção estrangeira. Da China vêm duas aguardadas fitas: Fengming – Memórias de uma Chinesa, um balanço sobre a era Mao Tsé-tung, e Subindo o Rio Amarelo, que capta a reação de turistas ao longo de uma viagem de barco por vilarejos posteriormente inundados pela construção da usina hidrelétrica de Três Gargantas.
(70 lugares) Rua Álvares Penteado, 112, centro,
3113-3652, Metrô Sé. www.cultura-e.com.br.
A partir de quinta (27), É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários.
TEATRO
Nana Moraes
Guilherme Leme e Beth Goulart: jogos sensuais
QUARTETT. A passagem do tempo nessa adaptação de João Gabriel Carneiro para a peça do alemão Heiner Müller (1929-1995) é constatada apenas pelo espectador. Trancafiados em um apartamento, os ardilosos amantes criados com base no romance As Ligações Perigosas, de Choderlos de Laclos, publicado em 1782, mal percebem o sol poente ou nascente na janela, de tão entregues a seus planos nada românticos. Beth Goulart e Guilherme Leme mergulham na desafiadora composição da venenosa marquesa de Merteuil e de seu equivalente masculino, o visconde de Valmont, dois cúmplices na arte da sedução. A montagem minimalista, dirigida por Victor Garcia Peralta, exige muita versatilidade da dupla de atores, que se reveza nos papéis centrais e também na representação de suas vítimas – a virginal adolescente Cécile de Volanges e a linda e virtuosa madame de Tourvel.
>>assista ao vídeo
16 anos. Estreou em 22/2/2008. Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (125 lugares). Rua Álvares Penteado, 112, centro,
3113-3651, Metrô Sé. Quinta a sábado, 19h30; domingo, 18h. R$ 15,00. Bilheteria: 10h/20h (ter. a dom.). Cc.: M e V. Estac. na Rua Boa Vista, 280 (R$ 10,00 por quatro horas, de ter. a sáb.). Até 20 de abril.
SHOW
A baiana e a cubana: grande encontro no palco do Via Funchal
OMARA PORTUONDO E MARIA BETHÂNIA. Três anos atrás, a cubana Omara Portuondo estava em turnê pelo país e desejou conhecer Bethânia. Acabaram se encontrando e ali nasceu um projeto conjunto, do qual surgem agora um CD, um DVD com documentário das gravações e um show. Na quinta (27) e na sexta (28), o público paulistano pode conferir o encontro ao vivo. Mais que uma reunião de canções de lá e de cá, impressiona no palco a forte presença de ambas: a diva do filme Buena Vista Social Club com sua contenção delicada, a estrela baiana transpirando arrebatamento teatral. Em momentos-solo e em dupla, elas dão tudo de si na companhia de sete músicos. Entre os pontos altos, destacam-se o bolero Dos Gardenias, de Isolina Carrillo, na voz da cubana, e os duetos em Você, de Hekel Tavares e Nair Mesquita, mais conhecida por Penas do Tiê, e Só Vendo que Beleza (Marambaia), de Rubens Campos e Henricão. Gringo Cardia criou o colorido cenário, com imagens de flores e pássaros.
>>ouça Tal Vez
12 anos. Via Funchal (3.071 lugares). Rua Funchal, 65, Vila Olímpia,
3897-4456. Quinta (27) e sexta (28), 21h30. R$ 120,00 a R$ 200,00. Bilheteria: 12h/22h (seg. a qua.); a partir das 12h (qui. e sex.). Cc.: todos. Cd.: C e V. FP. Estac. c/manobr. (R$ 20,00). www.viafunchal.com.br.
EXPOSIÇÃO
Ano Novo em São Paulo (1942): quadro do japonês Tadashi Kaminagai
CÍRCULO DE LIGAÇÕES: FOUJITA NO BRASIL, KAMINAGAI E O JOVEM MORI. Com oitenta obras e cinqüenta documentos de época, a mostra no Centro Cultural Banco do Brasil deriva de uma rede de contatos iniciados no Japão e consolidados aqui. Quem primeiro cruzou o mapa foi Tsuguharu Foujita (1886-1968). Durante quatro intensos meses de 1931, o artista conviveu com Portinari, que exerceria influência definitiva em sua trajetória. De alma mais boêmia, Tadashi Kaminagai (1899-1982) chegou ao Rio de Janeiro em 1940 e passou catorze anos no bairro de Santa Teresa. Mestre nas telas e na fabricação de molduras, ele conheceu o então jovem prodígio Jorge Mori. Esse paulistano descendente de japoneses viajou em 1952 para Paris a fim de encontrar Foujita. Muito bem montada e basicamente figurativa, a coletiva insere-se nas comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil.
>>galeria de imagens
Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112, centro,
3113-3651, Metrô Sé.
Terça a domingo, 10h às 20h. Grátis. Estac. na Rua Boa Vista, 280 (R$ 10,00 por quatro horas, de ter. a sáb.). Até 1º de junho.