Como acabar com essa guerra urbana
Vem aí o vilãozão
Depois de encarnar o personagem-título de O Fantasma da Ópera durante dois anos, o ator Saulo Vasconcelos andou meio acabrunhado com o universo dos musicais. "Acabou a inocência dos primeiros anos", acredita. "Virou uma concorrência que nem sempre é legal." Assim, exceto por uma breve participação num espetáculo infantil, ele ficou de mal com o palco, situação que está para se resolver. Em fevereiro, o baritenor (é capaz de alcançar tanto as notas agudas quanto as graves) pretende encantar a platéia de novo com seu vozeirão (e sua pinta de galã), no espetáculo Aida, que Elton John e Tim Rice compuseram a partir da ópera de Giuseppe Verdi. "Vou ser um vilãozão pela primeira vez", empolga-se.
"Palominoooo ca-fo-na"
oi daquelas cenas inesquecíveis da São Paulo Fashion Week. Irritada com fotógrafos que têm o mau costume de assobiar, miar e latir (!) antes de as modelos entrarem na passarela, a editora de moda Erika Palomino resolveu criticá-los em seu site. A vingança da turma dos cliques foi puxar um corinho nada elogioso quando ela surgiu com o look acima no encerramento do evento (detalhe: os óculos brilhavam no escuro). "Palominoooo ca-fo-na", ecoou pela sala de desfile. Imagine, logo ela, uma das mais influentes jornalistas do mundinho fashion! Esperta, Erika encarou com bom humor. "Morri de rir, cara", diz. "Gritarem meu nome, assim, em coro, no maior evento de moda do Brasil foi um sinal de prestígio."
A noite em que o Iguatemi virou filial de Salvador
Na última quarta, o Shopping Iguatemi de São Paulo (há um homônimo em Salvador) ganhou um ar assim, meio Pelourinho. Foi na abertura de uma exposição em homenagem aos dez anos do Expresso 2222, camarote e trio elétrico do Carnaval soteropolitano comandado por Flora Gil, empresária e mulher do ministro da Cultura, Gilberto Gil. Ih, gente, mas foi um fuá! Havia baiana a caráter, acarajés e, o melhor de tudo, muito axé nas caixas de som, caso alguém se animasse a remelexer (ninguém se arriscou, que pena). Tocou até a breguíssima lambada Chorando Se Foi, do grupo Kaoma. "Ai, Carnaval é tudo! Não vejo a hora", disse Preta Gil, que em 2009 herdará da madrasta a missão de organizar o camarote.
Do mundo da Lua para o Anhembi
Conforme se aproxima o Carnaval, as escolas de samba espalham aos quatro ventos quais celebridades estrelarão seu desfile. No caso da paulistana Rosas de Ouro, a surpresa da lista foi Marcos Cesar Pontes, o primeiro astronauta brasileiro. Será sua segunda participação, é verdade, mas pelo menos o tema da agremiação no ano passado era aquecimento global – que, mal ou bem, tinha a ver com o ofício de Pontes. Difícil é entender qual será seu papel no enredo Rosaessência – O Eterno Aroma, sobre a história do perfume. Com a palavra, o astronauta-folião: "Entro no aspecto de nacionalismo. Todo mundo sabe que represento isso", explica (ou tenta). "Por alguma razão, tenho o olfato muito sensível. Consigo até saber, pelo cheiro, se alguém esteve no meu escritório!" Ah, sim: ele diz que não cobrará cachê pela presença, como faz em palestras, pelas quais embolsa, em média,
10 000 reais.
"Pus o pé na cova"
Até agora, 2008 tem sido difícil para o cabeleireiro Wanderley Nunes. No último dia 3, ele sofreu uma crise aguda de diverticulite (inflamação no intestino) e precisou ser operado com urgência. Está, desde então, internado no Hospital Albert Einstein.
Veja São Paulo – Já sabia que tinha diverticulite?
Nunes – Sim, há uns cinco meses. Mas retardei o tratamento várias vezes por causa do trabalho. Não gosto de parar. Depois do réveillon, um pedaço do intestino se rompeu e quase morri.
Veja São Paulo – Então, foi bem sério.
Nunes – Precisei ser operado com urgência. Olha, eu pus o pé na cova, me enterraram e desenterraram. Fiquei na UTI e só hoje (quarta-feira), depois de vinte dias, estou melhor. Agora, triste mesmo é a língua do povo, né?
Veja São Paulo – Como assim?
Nunes – Ah, rapaz, meus concorrentes espalharam que eu estou com câncer, hepatite, aids... Uma mentira atrás da outra, só para me prejudicar.
Veja São Paulo – Para você, que é tão agitado, deve ser difícil ficar parado numa cama de hospital.
Nunes – Nem me fale. Fiquei quase incomunicável. O médico restringiu as visitas, mas a dona Marisa (da Silva, primeira-dama) veio me ver. O presidente Lula telefona todo dia para saber como estou.
Veja São Paulo – Alguma previsão de alta?
Nunes – Se Deus quiser, saio daqui antes do Carnaval. Na semana seguinte, volto ao trabalho.