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Roteiro da Semana

Veja São Paulo Recomenda

 

30.01.2008

 

SHOW

Divulgação

Ana Cañas

A cantora paulistana: surpresa da nova MPB

ANA CAÑAS. A jovem cantora paulistana começou a chamar atenção apresentando-se no Baretto, o elegante bar do Hotel Fasano. Com um repertório calcado em standards do jazz e uma voz poderosa, arrebatou os freqüentadores da casa, entre eles Chico Buarque e Caetano Veloso. Chegou, enfim, a hora de a bela Ana, formada em artes cênicas pela USP, lançar o primeiro CD, Amor e Caos. Na terça (29), ela mostra o repertório no Bourbon Street. Das dez faixas, sete são de autoria própria – sobrou espaço apenas para três outras, de Caetano, Jorge Mautner e Bob Dylan. Ana Cañas é, sem dúvida, um nome a ser seguido de perto. Assim também pensam os executivos da Day 1 Entertainment, braço da gravadora Sony BMG que gerencia sua carreira (de cara, foi acertado um contrato de cinco discos). Além da divertida e autobiográfica A Ana, ela revisita a clássica Summertime, na companhia de cinco músicos.

Bourbon Street (450 lugares). Rua dos Chanés, 127, Moema, 5095-6100. Terça (29), 22h30. R$ 30,00. Cc.: todos. Estac. c/manobr. (R$ 10,00).

>>ouça a canção Devolve, Moço

TEATRO

Marcelo Carnaval

A Pane

A montagem carioca: tribunal e refeição em cena

A PANE Na obra-prima A Visita da Velha Senhora, o suíço Friedrich Dürrenmatt (1921-1990) desmascara a hipocrisia de toda uma cidade. Adaptado pelo jurista Nilo Batista a partir de conto escrito pelo dramaturgo em 1956, o espetáculo que vem do Rio de Janeiro também questiona valores sociais. Devido a um incidente, um executivo (Henrique Pagnoncelli) vê-se na sala de jantar da casa de um velho juiz (Henrique César) e cercado por colegas aposentados do anfitrião. Além de comer e beber – o farto cardápio ganha degustação em cena –, a diversão é brincar de julgamento. E fica fácil transformar o inesperado visitante em réu. Entre a farsa e a tragédia, o diretor José Henrique faz com que sete bons atores optem pela ambigüidade numa montagem criativa e sem excessos. Diante de ultrapassados conceitos de justiça e de um personagem leviano, a platéia responsabiliza-se pelo veredicto.

Teatro Sesc Anchieta (320 lugares). Rua Doutor Vila Nova, 245, Consolação, 3234-3000. Sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 20,00. Bilheteria: 12h30/21h (seg. a sex.); 9h/21h (sáb.); 14h/19h (dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Até 10 de fevereiro.

>>assista a trechos da peça

 

PARA AS CRIANÇAS

Fernando Moraes

Sandra e Paulo

Sandra e Paulo: prontos para o Carnaval

PALAVRA CANTADA. Quando um grupo musical tem treze anos de estrada recheados de apresentações concorridas e discos empolgantes, a expectativa de um novo trabalho costuma ser alta. É assim com a dupla Sandra Peres e Paulo Tatit, mais conhecida por Palavra Cantada. Depois do sucesso do CD Pé com Pé, eles se aventuram pelo universo das marchinhas e lançam Carnaval Palavra Cantada. Nos shows de sábado (2) e domingo (3) no Citibank Hall, porém, a platéia não vai ouvir surrados clássicos do tipo Mamãe Eu Quero. Compõem o repertório onze canções inéditas, caso das animadas Pepe, Meu Cão, Pirata e Princesa e Larga do Meu Pé, além de uma regravação do hilário Carnaval do Geraldo (do Grupo Rumo) e um pot-pourri de sucessos da dupla. Para criar o clima de uma autêntica matinê carnavalesca, Sandra, Paulo e seus quatro instrumentistas convidam meninos e meninas a ir fantasiados como eles.

Citibank Hall (1.450 lugares). Avenida dos Jamaris, 213, Moema, 6846- 6040. Sábado (2) e domingo (3), 18h. R$ 15,00 a R$ 40,00 (crianças de até 12 anos) e R$ 30,00 a R$ 80,00. Bilheteria: 12h/20h (seg. a sex.); a partir das 12h (sáb. e dom.). Cc.: todos. Cd.: R e V. Fnac, TM. Estac. (R$ 20,00). www.citibankhall.com.br.

 

EXPOSIÇÃO

Divulgação

<i>Pogrom, </i>quadro de 1937

Pogrom, de 1937: a violência sofrida pelos judeus

LASAR SEGALL. Sob o impacto da I Guerra, que destruiu sua cidade natal, Vilnius, a capital da Lituânia, o artista de origem judaica adotou pinceladas grossas e tons sóbrios, do ocre ao cinza. Uma década depois, no Brasil, deixou-se levar pelo tempero dos trópicos, iluminou a paleta de cores e borrifou leveza nos temas de suas pinturas. A realidade sempre inspirou Lasar Segall (1891-1957). Naturalizado em 1927, esse vanguardista europeu namorou o modernismo paulistano e desenvolveu uma linguagem própria. Composta de 150 obras, incluindo aquarelas, desenhos, gravuras e esculturas, a mostra Segall Realista, em cartaz na Galeria de Arte do Sesi a partir de terça (29), reúne peças fundamentais para a compreensão da trajetória do artista. Há preciosidades garimpadas entre colecionadores e peças do acervo do Museu Lasar Segall, aberto pela viúva Jenny Klabin Segall em 1967. Um dos pontos altos da individual é o quadro Pogrom. Pintado em 1937, retrata a violência sofrida pelos judeus.

Centro Cultural Fiesp – Galeria de Arte do Sesi. Avenida Paulista, 1313, 3146-7405, Metrô Trianon-Masp. Segunda, 11h às 20h; terça a sábado, 10h às 20h; domingo, 10h às 19h. Grátis. Até 16 de março. A partir de terça (29).

>>veja galeria de imagens  


 
 
 
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