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MISTÉRIOS DA CIDADE

Histórias ao pé da árvore

 

Por Edison Veiga

16.01.2008

 

Mario Rodrigues

Queridinha dos moradores de Heliópolis, na Zona Sul, esta árvore é conhecida como Figueira das Lágrimas. Entre as versões para explicar a origem do nome, a mais curiosa diz que foi sob sua copa que alguns pracinhas brasileiros teriam se despedido da família antes de partir para a II Guerra. Verdade ou não, a expressão pegou e serviu para batizar até a rua onde a árvore se encontra, a Estrada das Lágrimas. Mas se engana quem pensa que o exemplar que está ali seja o original. A velha árvore caiu com uma ventania, na década de 70, e outra figueira nasceu em seu lugar.

   

Morte nos trilhos

AE/Felipe Pelicer de Moraes

Duas pessoas morreram atropeladas por trens metropolitanos nos últimos dias – na segunda, o estudante Rafael do Carmo da Silva, 15 anos, e dois dias depois um jovem ainda não identificado. Em ambos os acidentes, as vítimas tentavam atravessar os trilhos. No ano passado, morreram duas pessoas por mês nas linhas férreas da Grande São Paulo. Número que, felizmente, vem caindo. Em 2006, foram 45 mortes. "É preciso realizar manutenção contínua, construir passarelas e conscientizar a população", diz o engenheiro especialista em transportes Gabriel Feriancic. A CPTM informa que até o fim do primeiro trimestre pretende contratar uma empresa para a vedação das passagens clandestinas nos muros de proteção das linhas.

   

Quem sou eu?

Arquivo pessoal

Filho de uma professora e um militar, o menino da foto nasceu no Rio de Janeiro, em 1962. Mudou-se para São Paulo aos 15 anos e apaixonou-se pela efervescência cultural da cidade. Estudou no Colégio São Bento e cursou jornalismo na USP, mas não chegou a concluir. Ficou conhecido como roqueiro. Sua história é uma das que acabam de ser contadas em livro de Marcelo Leite de Moraes, lançado pela Companhia Editora Nacional. Saiba quem é ele abaixo.

   

Berrini com gelo

Fernando Moraes

Um enorme cubo de gelo de 8 toneladas poderá ser visto a partir da noite deste domingo (13) na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini. A instalação, que servirá para divulgar um protetor solar, é obra do escultor Adriano Elias. Para montá-la, ele utilizará blocos de 100 quilos de gelo, serra elétrica, talhadeira e machado. "Com sete ajudantes, devo levar oito horas para colocar tudo", diz. Elias calcula que, se não chover, a escultura vai demorar três dias para derreter.

   

Memória paulistana

Acervo do hospital

A história do Hospital Allemão – hoje Hospital Alemão Oswaldo Cruz – começou em 1897, quando um grupo de germânicos, austríacos e suíços realizou um bazar para arrecadar fundos destinados à construção de um centro médico. Em 1905 foi comprado o terreno onde seria construído o prédio que ficou pronto em 1923. Para trabalhar ali, recrutaram enfermeiras da Cruz Vermelha Alemã. É o caso de Marga Kasig (em destaque), primeira enfermeira-chefe. A imagem ao lado é uma das que estão em exposição na recepção central do hospital (Rua João Julião, 331, Paraíso, 3549-0000) até 28 de fevereiro.

 

Resposta do Quem Sou Eu?: o músico Paulo Ricardo (o livro se chama Revelações por Minuto).

Sugestões para a seção? Escreva para misterios@abril.com.br
Com reportagem de Helena Galante e Maria Paola de Salvo


 

 
 
 
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