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Com referência às afirmações constantes na reportagem "Masp: é possível resolver esse quebra-cabeça" (18 de julho), atribuídas ao secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil, de que o "Masp é uma caixa-preta", de que a prefeitura teria repassado para o museu 1,6 milhão de reais em 2006 e de que não se sabe como o dinheiro é aplicado, vimos esclarecer o seguinte:
1 O Masp, desde 1975, na conformidade de legislação específica, recebe da prefeitura uma subvenção anual destinada à cobertura de parte das despesas referentes à manutenção do edifício da Avenida Paulista. No exercício de 2006, o repasse, efetuado em parcelas, totalizou 1,12 milhão de reais, e não 1,6 milhão.
2 Em mais de trinta anos, as prestações de contas de todos os recursos recebidos têm sido anualmente efetuadas e devidamente aprovadas, sem ressalvas, tanto pelos órgãos próprios do Executivo quanto pelo Tribunal de Contas do Município. A aplicação dos recursos referentes ao exercício de 2006, com a comprovação de todos os pagamentos efetuados, consta da documentação entregue na Secretaria Municipal de Cultura, no dia 28
de fevereiro, ou seja, no prazo legal estabelecido.
Fernando Pinho
Superintendente administrativo e financeiro do Masp
A chamada de capa aponta existirem, na reportagem interna, cinco idéias para levantar o Masp. As propostas são viáveis e têm em mira instituir meios de arrecadar dinheiro para sua manutenção. Mas há uma medida que deve ser tomada em primeiro lugar: substituir o presidente Julio Neves. Menos de treze anos já bastaram para que o museu chegasse ao estado de penúria em que se encontra. Mudar é preciso.
Pedro Luís de Campos Vergueiro
"É incrível como até hoje a direção do Masp não adotou medidas tão óbvias. Lendo a reportagem, tem-se a sensação de inatividade, inércia e desmotivação. Por que será que um museu tão importante para a cidade é considerado uma 'caixa-preta'? Esperamos que providências rápidas sejam tomadas para salvá-lo!"
Dirce Tálamo
Ingressos caros
Gostaria de questionar o porquê de os ingressos dos cinemas não terem baixado um só centavo após a decisão de que esses estabelecimentos não precisariam aceitar mais carteiras de estudante sem a contraprova dessa situação pelo usuário ("Por que os ingressos custam tão caro?", 18 de julho). Culpar a meia-entrada parece simples demais.
Alexandre Funaki
Se fosse verdade que os ingressos são caros apenas por causa da carteirinha de estudante, os tíquetes em cidades como Porto Alegre (que tem uma lei de meia-entrada com restrições) seriam muito mais baratos do que em São Paulo. Não é isso que acontece.
Roberto Costa
Meio ambiente
Seria interessante, daqui a um ano, fazer outra reportagem para verificar quantas das árvores plantadas na Radial Leste efetivamente sobreviveram ("Corredor verde", 18 de julho). Após o plantio, não se monitora o sucesso do projeto nem se educa a população da área sobre a importância daquelas árvores. É sabido que, por vários fatores, principalmente vandalismo, as árvores nesta cidade não têm muitas chances de vingar...
Luciana Mariz de Oliveira
Teatro Mágico
Não dá para descrever a alegria que senti ao abrir a Vejinha e ver, logo no índice, a foto do meu novo vício, minha nova religião: o Teatro Mágico ("Sucesso independente", 18 de julho). Conheci o grupo na Virada Cultural e, desde então, as músicas não saem dos meus ouvidos! É incrível ver algo que seja realmente bom crescer fazendo sua própria divulgação por meio de sites como Orkut e YouTube e da venda de seus CDs. Críticas sempre existirão. Para mim, Fernando Anitelli logo poderá ser comparado a grandes poetas da música popular brasileira, como Cazuza e Renato Russo, que foram capazes, como poucos, de traduzir o sentimento em palavras.
Juliana Garcia
Ivan Angelo
A crônica demonstra com clareza quanto é linda a natureza e quanto ela nos é necessária ("Perdido", 18 de julho). Os animais sempre nos ajudam com noções de espaço, território, grupo e solidariedade. Nós somos os únicos seres vivos que matam sem fome.
Rogério Gonçalves
Para manter o Masp em pé
O artista plástico paulistano Eduardo Srur – conhecido por intervenções como instalar barracas de acampamento no então esqueletão da Avenida Doutor Arnaldo e encher o Rio Pinheiros de caiaques – leu a reportagem sobre o Masp e antecipou a Veja São Paulo uma de suas novas idéias. Desde o corte de energia do museu, no ano passado, ele desenvolve o projeto Escoras. Cerca de 500 pontaletes de madeira com mais de 7 metros de altura seriam colocados no vão livre do prédio. "A palavra 'escora' significa 'peça para amparar e suster'. Daríamos sustentação de forma precária, assim como anda a situação do Masp", conta ele. "Uma apropriação lúdica e provocativa." No início do ano, Srur apresentou o projeto (veja a simulação acima) ao curador José Roberto Teixeira Coelho e ao presidente da instituição, Julio Neves. "Eles aprovaram, mas preciso arrumar patrocínio para bancá-lo", diz. Srur calcula que seriam gastos 100 000 reais na instalação.