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mistérios da cidade

Sabe onde fica?

11.05.2007

 

Por Edison Veiga

Fernando Moraes

Eles começaram a operar há uma década e, aos poucos, viraram ferramenta comum nas empresas da cidade. "A vantagem é que funcionam como se todos fossem ramais da mesma central telefônica", explica o engenheiro de telecomunicações Silvio Barbin, da USP. Misto de telefone celular e rádio, o sistema Nextel permite comunicação instantânea e ilimitada com outros usuários. Dos 981000 brasileiros que o utilizam, estima-se que 40% sejam da Grande São Paulo. E por que eles falam alto, tornando pública a conversa? Falta de respeito aos direitos alheios. "Não é necessário usar no viva-voz", diz Marco Arruda, diretor da empresa fabricante do aparelho. "As pessoas adquiriram esse hábito de falar alto por uma questão cultural, pois associam isso à praticidade da comunicação via rádio." 

 

Gaiteiros de saia

Cesar Greco/divulgação

Não estranhe se encontrar esses cavalheiros da foto pelas ruas de São Paulo entre quinta (17) e sábado (19). Liderados pelo músico escocês Colin Pritchard (à frente, de cavanhaque) e trajando kilts – a saia escocesa –, eles tocarão sua gaita de fole na Avenida Paulista, na Rua Amauri, em frente à Bovespa e no Mercado Municipal. No repertório, canções escocesas vão se misturar a clássicos brasileiros como Asa Branca. A performance faz parte do I Scotch Whisky Festival, evento que envolve casas noturnas e restaurantes paulistanos, com a idéia de também divulgar por aqui, além de sua bebida mais famosa, um pouco da cultura da Escócia.

>>ouça Scotland the Brave

Por favor, sem viva-voz!

Eles começaram a operar há uma década e, aos poucos, viraram ferramenta comum nas empresas da cidade. "A vantagem é que funcionam como se todos fossem ramais da mesma central telefônica", explica o engenheiro de telecomunicações Silvio Barbin, da USP. Misto de telefone celular e rádio, o sistema Nextel permite comunicação instantânea e ilimitada com outros usuários. Dos 981000 brasileiros que o utilizam, estima-se que 40% sejam da Grande São Paulo. E por que eles falam alto, tornando pública a conversa? Falta de respeito aos direitos alheios. "Não é necessário usar no viva-voz", diz Marco Arruda, diretor da empresa fabricante do aparelho. "As pessoas adquiriram esse hábito de falar alto por uma questão cultural, pois associam isso à praticidade da comunicação via rádio."

 

O ingresso do pulo

Inspirado no que ocorre em algumas salas de concerto européias, o Mozarteum Brasileiro terá, na temporada 2007, uma pequena cota de ingressos a preços populares. Vendidos a 10 reais, dão ao espectador o direito de sentar-se em qualquer lugar que esteja vago. Ele tem de "pular" para outro assento se seu dono chegar. A apresentação da big band da NDR, acompanhada do músico João Bosco, na segunda (14) e na terça (15) na Sala São Paulo, já vai contar com ingressos desse tipo. Serão trinta na segunda e cinqüenta na terça. As entradas normais custam entre 60 e 200 reais. Informações pelo 3815-6377. 

 

Memória paulistana

Arquivo Colégio São Luís

Em 1918, por causa de uma epidemia de febre amarela no interior do estado, a direção do Colégio São Luís decidiu transferi-lo de Itu (a 101 quilômetros da capital) para a Avenida Paulista. Neste mês, em comemoração aos 140 anos de fundação, a escola mandou imprimir 50000 cartões-postais com imagens antigas de sua história. A foto acima mostra o colégio em 1970, quando ali trabalhavam oitenta professores e estudavam 1340 alunos – hoje são 117, que lecionam para 2200 estudantes. Dois anos depois, a entrada da escola passou para a Rua Haddock Lobo e o prédio ao lado da igreja foi demolido para a construção de um edifício comercial. Só então o São Luís, antes restrito ao sexo masculino, admitiu sua primeira turma de meninas.

 

Quem foi?

Nascido em Lorena, José Vicente de Azevedo (1859-1944) passou grande parte de sua vida em São Paulo, onde se formou em direito aos 23 anos. Milionário, monarquista e católico devoto, foi deputado e senador. Assistia a missas diariamente. Lutou pela emancipação política do município de Aparecida, então pertencente à vizinha Guaratinguetá, e compôs o até hoje conhecido hino religioso Viva a Mãe de Deus e Nossa. Em 1935, recebeu do papa Pio XI o título de conde romano. Nesta semana, o Conpresp tombou doze edifícios do Ipiranga construídos no início do século XX nas terras que pertenciam a Azevedo.

 

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